Escola pública aumenta percentual na USP Ribeirão

Proporção média de alunos de escola pública na USP Ribeirão Preto subiu de 22% para 28%

O perfil do calouro da USP em Ribeirão Preto traz boas surpresas este ano. Chegou a 28% o número de alunos, matriculados na primeira chamada da Fuvest, que declararam ter concluído tanto o ensino fundamental como o médio na escola pública. No ensino fundamental, foram seis pontos percentuais a mais que no ano passado e no ensino médio, o aumento foi de oito pontos percentuais. Também é boa a notícia quando se avalia o número de alunos que declararam ter utilizado o Pasusp e o bônus por ter vindo da escola pública, que subiram três e quatro pontos percentuais, respectivamente.

Outra boa notícia é que mais alunos se interessaram em se matricular logo na primeira chamada, 78%, das 1.380 vagas oferecidas, dois pontos percentuais a mais que o ano passado, quando foram oferecidas 1.360 vagas. O perfil confirmou o uso diário da Internet pela maioria dos calouros, 95%, e revelou um conhecimento de básico da língua inglesa de 38%. O conhecimento intermediário de inglês ficou em 36%. Os calouros têm somente conhecimento básico da língua espanhola, 71%.

Os novos alunos estão um pouco mais jovens este ano; 22% estão na casa dos 17 anos, e, ainda, apareceu um calouro com 16 anos, o que não ocorreu no ano passado. Conheça mais sobre do perfil dos calouros da USP Ribeirão em 2013, feito pelo Serviço de Comunicação Social da Prefeitura do Campus da USP em Ribeirão Preto (PUSP-RP), com apoio do analista de sistemas do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, Pedro Roberto Rodrigues Prado. Esse é o 20º ano que a pesquisa é realizada com base em questionários preenchidos pelos matriculados na primeira chamada. Dos 78% que se matricularam na primeira chamada, 98% preencheram o questionário, ou seja, quase a totalidade dos novos alunos. 

 Calouro padrão 2013

O calouro padrão da USP Ribeirão mais uma vez é do sexo feminino, ou seja, 59% dos matriculados. Como no ano passado, o calouro tem 18 anos (31%) e é branco (84%). A renda familiar está entre 3 e 5 salários mínimos (25%). Ele não trabalha (91%) e vem de família com 4 pessoas ou mais (62%). Contribuem para a renda nessa família somente 2 pessoas (53%). Fez o ensino fundamental na escola particular (55%), assim como ensino médio (67%), mas não escapou do cursinho (57%), pelo menos um ano (64%). Como em todos os anos anteriores, nasceu no interior do Estado de São Paulo (37%), onde morou no ano passado (37%) e onde, também, sua família ainda reside (40%). O pai tem nível médio (37%), assim como a mãe (36%). Ele usa a internet (100%) e tem nível de conhecimento intermediário da língua inglesa (37%) e básico do espanhol (71%). 

Aumenta os matriculados na primeira chamada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

Aumentou mais uma vez o número de calouros que se matriculou na primeira chamada. Mesmo com as mudanças da Fuvest nessa fase, que contou com matrícula online e depois presencial, o aumento de matriculados já na primeira chamada foi de dois pontos percentuais, passou de 76% para 78%. E os que não perderam tempo foram os calouros da Contabilidade, 96%, da Medicina, 94%, e da Psicologia, 93%. Já os cursos que tiveram menos matrículas na primeira chamada foram Ciência da Informação e Documentação, 40%, Bacharelado em Enfermagem, 44%, e Farmácia (noturno), 53%.

Número de mulheres ingressantes é recorde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O número de mulheres matriculadas na primeira chamada é de 59%, mesmo índice de 2003, e como naquele ano, a maior porcentagem desde que a pesquisa teve início e índice cinco pontos percentuais maior que em 2012. Também como aconteceu em 2012, na Terapia Ocupacional, elas são 100% dos matriculados na primeira chamada. Elas também estão em maioria na Fonoaudiologia, 95%, e Farmácia noturno, 94%. Já os homens estão em maioria na Economia, 76%, Administração noturno, 72%, e Informática Biomédica.

Calouros um pouco mais jovens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

O perfil deste ano revelou que o calouro padrão, desde 2004, continua com 18 anos. Entretanto este ano os ingressantes estão um pouco mais jovens, com um aumento de dois pontos percentuais entre aqueles que declararam ter 17 anos. Foram 22% em 2013, contra 20% em 2012. Também este ano o campus tem uma caloura com 16 anos, o que não ocorreu no ano passado. A jovem ingressou no curso de Farmácia diurno (veja Box). O número de ingressantes com 24 anos ou mais estacionou entre 7 e 8% desde 2010. Os mais velhos estão na Música, 28%, e Pedagogia, 27%, com maior número de calouros que declararam ter 24 anos ou mais. Esses dois cursos vêm mantendo, nos últimos anos, a tradição de ter os estudantes mais experientes. A Pedagogia tem o calouro mais velho, com 50 anos, seguida da Odontologia, onde um calouro ingressou aos 46 anos.

 Cor da pele

O número de calouros que se declararam brancos caiu um pouco, de 88% para 84% este ano. Com isso, aumentaram aqueles que se declararam pardos, de 7 para 9%, e negros, de 0,8 para 2%.

Renda e trabalhadores estáveis 

 

A renda declarada pelos calouros permanece estável em relação ao ano passado. A maioria ainda tem renda entre 3 e 5 salários mínimos, mas com uma distribuição mais equilibrada entre as faixas. Declararam ter renda entre 3 e 5 salários, 25% dos matriculados, enquanto no ano passado esse percentual era de 42%. Os que declararam ter renda acima de sete salários mínimos chegam a 33% contra 42% do ano passado.

Os calouros com maior renda continuam no curso de Direito.  54% deles têm renda acima de 10 salários mínimos e, como no ano passado, seguidos dos calouros da Psicologia, 43%, e Administração (diurno), 42%. Já aqueles com a menor renda estão na Licenciatura em Química, 4% têm renda menor que um salário mínimo. Bacharelado e Licenciatura em Enfermagem têm 3% cada de calouros com renda inferior a um salário mínimo.

Foi de 9% o número de alunos que declararam estar trabalhando, somente um ponto percentual acima do índice de 2012. O curso com maior número de trabalhadores é a Ciência da Informação e Documentação, 41%, seguido da Contabilidade, 41%, e Pedagogia 24%. Os cursos em que os alunos ainda não ingressaram no mercado de trabalho são Bacharelado em Enfermagem, Farmácia (diurno e noturno), Fisioterapia, Nutrição e Metabolismo e Terapia Ocupacional.

Inclusp

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Acompanhado da boa notícia do aumento do número de ingressantes na primeira chamada vindos da escola pública, tanto no ensino fundamental como médio, veio o aumento daqueles que declararam ter utilizado o Programa de Avaliação Seriada (Pasusp), que passou de 5 para 8%, e o bônus de oriundos da escola pública, que subiu de 16 para 20%. Esses alunos estão em maioria na Licenciatura em Química, 25% passaram pelo Pasusp e 50% utilizaram o bônus.

Escola pública coloca mais alunos na USP Ribeirão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  O câmpus da USP em Ribeirão Preto em 2013 tem o maior índice, dos últimos sete anos, de calouros que declararam ter concluído tanto o ensino fundamental como médio na escola pública.   

Os que declararam ter feito escola pública no ensino fundamental passaram de 22% em 2012 para 28% em 2013. Se somados os que declararam ter cursado escola pública e privada, no ensino fundamental o índice pode chegar a 45%, um aumento de nove pontos percentuais.

Os cursos com maior número de calouros oriundos da escola pública no ensino fundamental foram a Licenciatura em Química, 55%, Ciência da Informação e Documentação, 49%, e Matemática Aplicada a Negócios, 45%. Se for somado com aqueles que declararam ter estudado em ambas, a Ciência da Informação fica na dianteira, com 69%, seguida da Matemática Aplicada, com 68%, e Música, com 64%.

Já os cursos com menor número de oriundos da escola pública é a Administração (diurno), somente 5%, seguida do Bacharelado em Química, 10%, e Direito e Medicina, 12%, cada. Se somados aqueles que declararam ter estudado em ambas, a Administração continua na dianteira, com 9%, seguida do Direito e Medicina, com 21% cada. Consequentemente, esses cursos são os que têm maior número de oriundos da escola particular, 91%, 79% e 79%, respectivamente.

Ensino Médio

Depois de uma queda entre 2011 e 2012, os oriundos da escola pública no ensino médio também deram um salto este ano. Subiu oito pontos percentuais, passando de 20% para 28%. Mesmo oscilando de ano para ano, geralmente para mais, este é o maior índice desde que a pergunta foi inserida na pesquisa em 1999, quando a porcentagem foi de 16%.  Ao somar aqueles que declararam ter estudado em ambas, pública e particular, no ensino médio, esse salto é ainda maior, nove pontos percentuais, chegando a 1/3 dos matriculados, ou seja, 33%, também o maior índice desde 1999.

Os cursos com maior número de oriundos da escola pública foram Ciência da Informação e Documentação, 59%, Música, 56%, e Licenciatura em Química, 54%. Se somados com os que declararam ter estudado em ambas, Ciência da Informação passa para 71%, Licenciatura em Química fica com 57% e Matemática Aplicada a Negócios com 55%, com a curiosidade de que os cursos de Música e de Terapia Ocupacional não tiveram nenhum calouro que declarou ter estudado em ambas.  Por outro lado, os cursos com menor número de estudantes em escola pública no ensino médio foram Bacharelado em Química, 2%, Administração (diurno), 7%, e Nutrição e Metabolismo com 13%. Mesmo somando com aqueles que declararam ter estudado em ambas, Bacharelado em Química e Administração (diurno) não passam da casa de um dígito, 6 e 9%, respectivamente.

Menos tempo de cursinho

Outra boa notícia é que caiu o número de alunos que fizeram cursinho. Passou de 63% em 2012 para 57% em 2013.  Mas este ano, entre aqueles que fizeram cursinho, o tempo gasto com a preparação foi maior. Caíram três pontos percentuais os que ficaram um ano no cursinho e aumentou um ponto entre os que declararam ter ficado dois anos e dois pontos percentuais, os que declararam ter ficado três anos ou mais no cursinho.

 Interior de São Paulo é origem da maioria dos calouros

Continua sendo do interior do Estado de São Paulo a origem da maioria dos calouros matriculados na USP em Ribeirão Preto na primeira chamada da Fuvest.  Em 2013, 79% nasceram no interior, sendo 25% em Ribeirão Preto, 17% na região e 37% em outra cidade do interior, distante mais de 100 km de Ribeirão. Nasceram na capital 10% dos matriculados, outros 10% em outro Estado e 1% em outro país.

O curso com mais ribeirãopretanos de nascimento é a Ciência da Informação e Documentação, 65%. Os que têm menos nascidos na cidade são Medicina e Psicologia, 11% cada. Nascidos na região estão em maior número na Licenciatura em Química, 46%, e em menor número na Ciência da Informação e Documentação, 18%. Os que nasceram na cidade de São Paulo estão em maior número na Física Médica, 26%. O Bacharelado em Enfermagem, Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Licenciatura em Química não tiveram nascidos na capital matriculados na primeira chamada. Nascidos em outros Estados são 27% na Medicina e Farmácia (noturno) e Fisioterapia têm 6% de nascidos em outros países.

85% moraram no interior

Em 2012, somados os que moraram em Ribeirão Preto, 28%, com aqueles que moraram na região, 20%, e aqueles que moraram em cidades do interior distantes a mais de 100 km de Ribeirão, 37%, temos 85% de calouros residentes no interior de São Paulo. Da cidade de São Paulo, vieram para a cidade 8%; de outros estados, vieram 5% e de outros países, 2%.

Os moradores da cidade em 2012 estão em maior número na Ciência da Informação e Documentação, 59%, e Contabilidade, 58%. A Terapia Ocupacional tem o maior número de moradores da região no ano passado, 46%. Economia, Farmácia (diurno) e Psicologia tiveram 51% cada de alunos que moraram no ano passado em cidades do interior, a mais de 100 km de Ribeirão Preto. Direito e Medicina tiveram o maior número de calouros que declararam ter morado na cidade de São Paulo no ano passado, 22% cada. Medicina também teve o maior número de moradores de outros estados, 19%. Moradores de outro país em 2012, somente na Economia Empresarial, eram 3%.

Moradia da família 

Do interior do Estado ainda é a maioria das famílias dos calouros. São 87% no total. 27% das famílias estão em Ribeirão Preto; 20% na região e 40%, em cidades do interior distantes mais de 100 km de Ribeirão. 6% das famílias estão na capital, 5% em outros estados e 2% em outros países.

Na Ciência da Informação e Documentação está o maior número de calouros com famílias que moram na cidade, 70%. Na Licenciatura em Química, as famílias moradoras da região, 45%, e famílias moradoras do interior em cidades a mais de 100 km de Ribeirão Preto estão em maioria no curso de Bacharelado em Química e na Fisioterapia. No curso de Direito estão a maioria das famílias que moram na cidade de São Paulo, 19%, e na Medicina as famílias que moram em outros estados, 24%. Na Odontologia o único curso com famílias que moram em outros países 2%.

 Mães se destacam na pós-graduação

Enquanto as mães com pós-graduação passaram de 14 para 16%, a escolaridade dos pais teve uma leve queda, principalmente aqueles com curso superior e pós-graduação. Com curso superior, passou de 39% ano passado para 34% este ano. Com pós-graduação, caiu de 16% em 2012 para 12% este ano. Aqueles com ensino fundamental passaram de 11% ano passado para 17% este ano e com ensino médio, saltou de 34% em 2012 para 37% em 2013.  O curso de Direito tem o maior número de pais, 30%, e mães, 52%, com pós-graduação.

 Uma caloura precoce e cosmopolita

Aluna mais nova da classe na escola, filha caçula em casa e agora a caloura mais jovem da USP Ribeirão Preto. A precocidade sempre acompanhou a vida de Julia Martins Shih. Nascida em Hong Kong, em 1996, Julia mudou para o Brasil depois de três anos que seus pais permaneceram no país asiático a trabalho. Ao chegar, a família foi para Uberaba, MG, terra natal de sua mãe. Seu pai é natural de Taiwan.

O início da vida escolar de Julia já começou adiantado, ela foi matriculada na Escola Estadual Professora Corina de Oliveira um ano à frente da sua idade. Durante o ensino fundamental, por motivos pessoais, morou com os pais nos Estados Unidos. Um ano depois, ao retornar ao Brasil, Julia, que deveria cursar a 6ª série, foi mais uma vez adiantada. A diferença do ensino norte-americano para o brasileiro fez com que ela fosse matriculada no segundo semestre da 7ª série.

No terceiro ano do ensino médio, Julia tomou a decisão de fazer um curso de apoio. O que segundo a própria caloura foi importante para sua aprovação no vestibular com apenas 16 anos. Ela entrou no curso de Farmácia diurno.

A inspiração para se dedicar aos estudos vem de casa. Tanto o pai quanto a mãe de Julia são formados em Engenharia de Produção pela USP de São Paulo. E ambos exercem a profissão como professores na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Julia ainda tem dois irmãos mais velhos. No entanto, a caloura não vive só de estudos, ela já praticou balé e jazz e gosta de jogar de tênis.

 

Referência: Portal de Informações da USP / Ribeirão Preto - Por: Rosemeire Soares Talamone e Breno Berlingeri - Colaboração: Marília Caliari - Serviço de Comunicação Social - PUSP-RP

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