Aplicativo desenvolvido por equipe multidisciplinar da USP auxilia a reabilitação de pacientes que sofreram AVC

Uma das consequências decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o comprometimento dos movimentos de partes do corpo e a estabilização da postura é muito importante no processo de reabilitação do paciente. Agora imagine se um aplicativo pudesse monitorar e alertar o afetado pelo AVC quando ele não estivesse na posição correta. Esse é um dos objetivos da pesquisa que está sendo realizada por Olibário Neto, doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

O doutorando está trabalhando em parceria com duas terapeutas ocupacionais: a professora Valeria Elui, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), e a mestranda Amanda Peracini, do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia, que é oferecido em conjunto pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC).

A ideia é que o aplicativo seja capaz de avisar quando a pessoa está com a postura incorreta, por meio de sinais sonoros e visuais com instruções sobre como corrigi-la. Para isso, é preciso fixar o smartphone no peito do paciente sobre uma espécie de colete (veja a imagem). Dessa forma, ao permanecer em uma postura inadequada, o paciente recebe orientações para correção. “A estabilização do tronco é o primeiro passo para começar o processo de reabilitação. Os terapeutas levam tempo corrigindo a postura dos pacientes para que ocorra o aprendizado de forma correta. Com o aplicativo, os afetados poderão treinar em casa e chegar às sessões de terapia com a postura mais adequada”, explica Olibário Neto, que é orientado pela professora Maria da Graça Pimentel, do ICMC.

 

Olibário está desenvolvendo um aplicativo para monitorar a postura de pacientes afetados por AVC - Foto: Reinaldo Mizutani

 

Olibário Neto está desenvolvendo um aplicativo para monitorar a postura de pacientes afetados por AVC – Foto: Reinaldo Mizutani

 

Os testes em pacientes devem começar ainda este ano e o aplicativo será utilizado em portadores de hemiparesia, que é a paralisia parcial de um lado do corpo. “A área médica sempre me interessou por conta do seu impacto na sociedade. A pesquisa está sendo muito desafiadora e nós temos essa motivação para ajudar as pessoas”, relata o doutorando, que já escreveu dois artigos sobre sua pesquisa. Um deles será apresentado na IET International Conference on Technologies for Active and Assisted Living (TechAAL 2016), que acontecerá nos dias 24 e 25 de outubro, em Londres. Já o segundo artigo será exibido no 22º Simpósio Brasileiro de Multimídia e Web, entre os dias 8 e 11 de novembro, em Teresina (PI).

O projeto foi premiado como a segunda melhor apresentação oral durante o vigésimo quinto Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação, realizado em São José do Rio Preto, na Universidade Paulista (Unip), entre os dias 25 e 27 de agosto. O trabalho recebe financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Referência: Jornal da USP - Henrique Fontes/Assessoria de Comunicação do ICMC

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