Prof. Marco Andrey (FMRP-USP) muda o perfil da Sociedade Brasileira de Hansenologia

À frente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), o prof. Marco Andrey Cipriani Frade, Professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), vem mudando a imagem da entidade entre os profissionais da saúde e também junto à comunidade.

Como presidente da SBH por dois triênios, Marco Andrey tem uma agenda anual de atividades que conferiram ganho de imagem à SBH, à classe médica e demais profissionais da saúde que lidam com a hanseníase.

Sempre acompanhado de colaboradores da Residência Médica, Marco Andrey promove cursos de atualização profissional e busca ativa de casos em várias regiões brasileiras. “Damos preferência às regiões onde a prevalência da doença é maior, revemos pacientes que diagnosticamos em anos anteriores e promovemos busca de novos casos”, explica. Capitais e cidades interioranas de estados como Piauí, Bahia, Tocantins, Maranhão, Pará, Amazonas, Distrito Federal e outros receberam os cursos que contaram com públicos variados – médicos, enfermeiros, dentistas, assistentes sociais, agentes comunitários de saúde, etc.

Anualmente, a SBH promove um grande evento científico – o Simpósio Brasileiro de Hansenologia – sendo que, a cada três anos, realiza o Congresso Brasileiro de Hansenologia.

Para divulgar os trabalhos realizados e esclarecer sobre a hanseníase para todos os públicos de interesse, em 2016, a SBH contratou assessoria de imprensa que vem divulgando as ações da entidade em todo o Brasil para jornalistas de rádios, jornais, revistas, emissoras de TV e rádio. No último ano, a SBH concedeu entrevistas para BBC Brasil, Programa Bem Estar da Rede Globo, Rádio Nacional de Brasília, além dos veículos de comunicação de Ribeirão Preto e várias emissoras de TV, jornais, revistas e sites do país.

Com objetivo de ampliar o relacionamento com a comunidade, a SBH lançou no final do ano passado a campanha educativa “Todos Contra a Hanseníase”, que informa a população sobre a doença e visa a diminuir o preconceito. “Nossa intenção é conquistar a sociedade para o tema e ter educadores, empresários, religiosos etc. como aliados na luta contra a hanseníase”, explica Marco Andrey.

A campanha tem uma página no Facebook que tem disseminado conteúdo informativo – www.facebook.com/todoscontraahanseniase – e outras peças de divulgação como cartilha educativa para crianças, um mascote chamado “Profi”, levado para eventos, feiras, congressos, escolas e que ajuda na divulgação da campanha, comercial de rádio e de TV que vêm sendo divulgado gratuitamente pelas maiores emissoras de todo o Brasil.

A SBH já está organizando a 14ª versão do Congresso Brasileiro de Hansenologia que ocorrerá em Belém (PA), de 8 a 11 de novembro desse ano, objetivando sensibilizar a comunidade e profissionais, principalmente das regiões hiperendêmicas, e também ampliar o número de sócios da entidade em todo o Brasil. Os eventos científicos da SBH têm atraído agências de fomento à pesquisa, pesquisadores nacionais e internacionais e aumentado significativamente o número de trabalhos. “Temos como objetivo promover a imagem da SBH junto ao profissional de saúde e também trabalhar conteúdo educativo junto à comunidade. Assim, a SBH torna-se, cada vez mais, colaboradora da sociedade, seja em campanhas educativas ou capacitação de profissionais. Uma organização – qualquer que seja ela – tem de estar inserida legitimamente na sociedade e é este o valor que ela tem e o que lhe dá longevidade”, diz Marco Andrey.

É importante ressaltar a internacionalização da SBH como instituição formal ligada à International Leprosy Association, o que consolida o papel da entidade na pesquisa mundial em Hansenologia. “Destacamos o trabalho da atual diretoria na discussão mundial sobre as mudanças dos esquemas terapêuticos para hanseníase junto à Organização Mundial da Saúde em 2015, em que nossa menção de preocupação quanto à redução do esquema de tratamento de 12 para 6 doses fora acatada mesmo baseando-se em apenas um trabalho de campo publicado com tempo de seguimento de 5 anos, tempo considerado curto para hanseníase”, diz Marco Andrey.

Em 2017, o Congresso Brasileiro de Hansenologia da SBH terá participação de várias organizações não governamentais internacionais – dentre elas, DAHW, ILEP, BRASAS – e terá uma mesa com participação de membros da ILA.

Marco Andrey não se descuida da vida acadêmica na FMRP-USP, mantendo ativo o grupo de pesquisa em Cicatrização e Hanseníase com destacada e crescente produção científica com seus vários pós-graduandos. Ele também está à frente da Chefia da Divisão de Dermatologia que comemora 60 anos de fundação em agosto próximo, além de coordenar 16 residentes em Dermatologia e médicos assistentes, mantendo a excelência do serviço prestado a mais de 23 mil pacientes/ano e com 100% de aprovação em 2016 de residentes na prova para Título de Especialista em Dermatologia promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e AMB, o que espera repetir em 2017. “Isso nos deixa com a sensação do dever cumprido quanto à busca de excelência em formação e amina a continuar”, conclui o professor.

Marco Andrey também coordena o Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária com ênfase em Hanseníase do HCFMRPUSP, que mantem convênios com o Ministério da Saúde, o que viabiliza muitas viagens ao interior do Brasil com participação de alunos da FMRP-USP e residentes de vários serviços. São oportunidades em que alunos podem conhecer a realidade médico-assistencial e levar treinamento a profissionais de saúde de municípios distantes dos centros formadores como Boa Vista, interior do Pará, Tocantins e Piauí, como também a profissionais da região de Ribeirão Preto, fazendo com que a hanseníase seja discutida e pensada. Isso tem levado a modificações epidemiológicas significativas em hanseníase e promovido mudanças importantes na gestão e solução do agravo hanseníase como problema de saúde pública.

Todas essas ações têm sido reconhecidas. Em janeiro, o projeto de doutorado do aluno Fred Bernardes Filho, intitulado “Implementação das ações de controle da hanseníase no município de Jardinópolis”, foi aprovado pelo Implementation Research Program da OMS. Em maio, na cidade de Teresina (PI), a comissão organizadora do III Congresso Internacional de Atenção Primária à Saúde, entrega ao prof. Marco o Troféu NUEPES, dedicado a profissionais que se destacam em trabalhos em favor do SUS. 

“Agradeço por tanto trabalho e poder ter saúde para manter esse ritmo por mais tempo, levando o EDUCAR a diversos lugares do meu país e, por conseguinte, uma melhor assistência aos mais variados pacientes. Sinto-me muito feliz pelas minhas escolhas em ser médico, dermatologista/hansenologista, escolhas essas que se multiplicam pela escolha maior de educador voltada a profissionais e à comunidade”, conclui.

 

 

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