Hospital das Clínicas promove dia de orientação sobre Imunodeficiência Primária (IDP)

O Hospital das Clínicas realizou no último dia 24 de abril um dia de alerta sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoces para pacientes com Imunodeficiências Primárias (IDP). A ação, que faz parte da Semana Mundial das Imunodeficiências Primárias (22 a 29 de abril), teve a participação de aproximadamente 15 profissionais que compõem a Divisão de Imunologia e Alergia Pediátrica e Divisão de Alergia e Imunologia Clínica que distribuíram folhetos explicativos para os pacientes, orientando a importância do reconhecimento dos principais sinais da doença.

 Imunodeficiências primárias (IDPs) são defeitos genéticos de um ou mais componentes do sistema imunológico, sendo a maioria de caráter congênito e hereditário. Pessoas com IDPs apresentam maior risco de apresentarem infecções graves e fatais causadas por vírus, bactérias e fungos. Por isso são comuns a incidência e a reincidência de infecções como pneumonias, sinusites, otites, estomatites, abscessos, dermatites ou diarreias.

Sua prevalência na população geral é de um caso para cada 2000 nascimentos. No entanto, por existirem tantas IDPs diferentes, este grupo de doenças como um todo passa a representar um problema de saúde importante, ocorrendo com frequência comparável à da leucemia e de linfomas e maior do que a fibrose cística e da fenilcetonúria.

Embora muitas de suas formas sejam consideradas graves, as IDPs podem ser controladas, tratadas e, algumas delas já podem ser curadas. Para tanto, o diagnóstico precoce é essencial, inclusive para garantir a sobrevida e prevenir sequelas. Além disso, a identificação do defeito genético responsável pela IDP torna possível o aconselhamento destas famílias e o diagnóstico pré-natal e do estado de portador do defeito.

Segundo o professor Pérsio Roxo Júnior, coordenador da Divisão de Imunologia e Alergia Pediátrica do HCFMRP, chegar à conclusão de que uma pessoa tem IDP não é tarefa simples. Atualmente, cerca 70%  dos pacientes ainda não estão diagnosticados. Para auxiliar os médicos no diagnóstico, foram criados os 10 principais Sinais de Alerta  que podem caracterizar uma pessoa com imunodeficiência primária. Os Sinais de Alerta para crianças são:

· Duas ou mais pneumonias no ano

· Quatro ou mais otites no último ano

· Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses (fungo que pode infectar a pele e as mucosas)

· Abcessos de repetição ou ectima  (infecção bacteriana profunda que atinge a pele)

· Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)

· Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica

· Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune

· Efeito adverso ao BCG (vacina contra tuberculose) e/ou infecção por micobactéria

· Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência

· História familiar positiva de imunodeficiência.

Os Sinais de Alerta para adultos são:

· Duas ou mais novas otites no ano

· Duas ou mais novas sinusites no ano, na ausência de alergia

· Uma pneumonia por ano, por mais de 1 ano

· Diarreia crônica com perda de peso

· Infecções virais de repetição (herpes, resfriados, verrugas, condiloma)

· Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção

· Abscessos profundos de repetição

· Monilíase persistente ou infecção fúngica na pele ou qualquer outro local

· Infecção por Micobactéria tuberculosis ou atípica

· História familiar positiva de imunodeficiência.

Referência: Assessoria de Comunicação HCFMRP-USP

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