Professor da FMRP-USP, afirma que câncer de próstata mata mais de 17 mil pessoas por ano no Brasil

O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, explica o professor Rodolfo Borges dos Reis, da Divisão de Urologia do Departamento de Cirurgia e Anatomia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto  (FMRP) da USP.

De acordo com ele, há cerca de 60 mil novos casos da doença e 17 mil mortes por ano no Brasil. Entretanto, o número pode não ser exato pelas notificações imprecisas, por não ter rastreamento e pela baixa procura da população por atendimento.

Esse tumor tem crescimento lento e não apresenta sintomas clássicos, por isso não são eles que devem levar o paciente ao médico. Ainda não se sabe quais são os fatores de risco, mas o professor conta que é importante ter uma vida com hábitos saudáveis, com boa alimentação e exercícios físicos. “O que fizer de bem para o coração faz bem para a próstata.”   

Ele ressalta que pessoas com histórico familiar devem iniciar aos 40 anos o hábito de realizar exames, mais cedo que pacientes sem histórico, que devem realizar a primeira avaliação próximo aos 50 anos. Além disso, a frequência das reavaliações são determinadas pelo médico especialista de acordo com a situação da próstata.

A impotência sexual é um dos maiores medos dos pacientes, mas Reis afirma que essa não é uma regra nas consequências da doença e do tratamento. Isso porque depende do tratamento e da fase do câncer. Além disso, os especialistas acreditam que essa é uma doença do envelhecimento, por ter pico aos 60 anos e nessa idade os pacientes já podem apresentar impotência.

Por isso, ele também alerta que existem vários tratamentos para disfunção sexual e que é mais fácil de ser tratada do que o câncer. Outro fator que influencia nos efeitos colaterais é o diagnóstico precoce. “Isso não quer dizer que ela vai ter impotência, depende de como ela é e do tratamento.”  

O tratamento para o câncer de próstata depende da fase do tumor e pode ser com cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia e o diagnóstico só pode ser realizado por biópsia. Além disso, o tumor pode se apresentar como mais ou menos agressivo. “Alguns a gente nem trata porque são de baixa agressividade.” 

O professor ainda fala sobre a importância da educação para que os homens desde a infância se acostumem com a ideia e procurem o urologista. E também afirma que não há programas específicos que orientem os homens para esse costume.

Novembro azul

Saúde sem Complicações  especial ao Novembro azul,  alerta a população sobre o câncer de próstata. A campanha teve início na Austrália como Movember e ganhou o mundo.

Para o professor, o mês é importante para lembrar que um tumor é diferente do outro e que há cura. “Não é uma sentença de morte nem de impotência sexual.”

O programa Saúde sem Complicações é produzido e apresentado pela locutora Mel Vieira e pela estagiária Giovanna Grepi, da Rádio USP Ribeirão.

Referência: Jornal da USP - Por: Giovanna Grepi

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