USP de Ribeirão Preto testa aplicativo que previne diabéticos contra alterações em glicemia Tecnologia desenvolvida por startup promete antecipar mudanças em concentração de glicose no sangue com base em alimentação, atividade física e tempo de sono

Testes no HC 

Ao todo, 40 pacientes com diabetes do tipo 1 e 2 serão acompanhados por um mês pela equipe no Hospital das Clínicas da USP.

As informações disponibilizadas por eles são transformadas um gráficos que os orientam sobre o que fazer ou não fazer para evitar alterações na concentração de glicose no sangue.

"Nesse momento estamos usando o aplicativo pra coletar informações, principalmente sobre variabilidade glicêmica, o quanto sua glicemia varia em relação ao tipo de alimento que ingere, à quantidade e número de aplicações de insulina e medicamentos e a atividade física", explica Maria Cristina.

O empresário Plínio Sérgio de Souza Junior é um dos pacientes que contribuem com a pesquisa. Ele Com a diabetes controlada, ele considera que a tecnologia será importante no futuro, principalmente nas situações em que o paciente eventualmente sai da rotina.

"Dentro da minha rotina é fácil, porque sei já o que pode e não pode comer, o que devo e não devo fazer. Porém, quando você está fora de sua rotina, fora do seu dia a dia, você tem coisas diferentes que não sabe. Dispondo de um aplicativo pra fazer uma previsão do que pode acontecer se você comer aquele alimento ou não é o grito de liberdade pra gente", afirma.

 Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

 

Predição da curva glicêmica

 

Passados os testes, os criadores do sistema pretendem disponibilizar uma nova versão do aplicativo, hoje disponível para download gratuito, com a funcionalidade que alerta para as futuras alterações glicêmicas, além da compatibilidade com sensores glicêmicos e smartwatches.

A predição da curva glicêmica, segundo a startup, está baseada no histórico de glicemia do paciente, na quantidade de insulina injetada por ele, na alimentação e na atividade física.

Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, a tecnologia pode ajudar na redução de custos de tratamento médico e intervenções clínicas ocasionados pelas complicações sofridas pelos diabéticos, afirma Matsumoto.

"Quando a gente reduz a ocorrência desses eventos, a gente melhora o controle glicêmico do paciente, melhora o resultado clínico, reduz efeitos adversos e complicações associadas à doença."

Referência: Por EPTV 2

https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2018/12/02/usp-de-ribeirao-preto-testa-aplicativo-que-previne-diabeticos-contra-alteracoes-em-glicemia.ghtml

 

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