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Campus de Ribeirão Preto empossa os novos diretores da FMRP e da FFCLRP

Em seus discursos, os novos dirigentes enfatizaram a importância da autonomia universitária.

Duas cerimônias virtuais realizadas hoje, dia 18 de setembro, marcaram as posses dos novos diretores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP).

No período da manhã, os professores Rui Alberto Ferriani e Jorge Elias Júnior assumiram como diretor e vice-diretor, respectivamente, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Em seu discurso de posse, Rui Alberto Ferriani falou sobre a história da implantação de uma faculdade de medicina da USP em Ribeirão Preto e o impacto dessa decisão para toda a região. “Hoje temos 16 departamentos e 11 centros de apoio. Herdamos de nossos pioneiros a responsabilidade social, o compromisso com o ensino e o ideal de continuarmos sendo o centro irradiador de ciência como dizia Zeferino Vaz”, afirmou Ferriani.

O diretor também ressaltou que, “desde o início da pandemia da covid-19, ficou claro o papel da USP para a sociedade. Os governos do Estado de São Paulo e da cidade de Ribeirão Preto puderam contar com profissionais formados ou atuando na Universidade para o planejamento do enfrentamento da pandemia. O desempenho dos hospitais universitários foi fundamental para que o SUS pudesse enfrentar seu maior desafio desde a sua criação, e todas as unidades da USP tiveram colaborações significativas com o desenvolvimento de equipamentos, testes diagnósticos e outras ações. Nesse contexto, nunca se tornou tão oportuno enfatizar a importância da autonomia universitária, que tem propiciado a autonomia acadêmica, administrativa e financeira às universidades, permitindo o planejando de suas atividades”.

“Curiosamente, a pandemia demonstrou a importância das universidades de pesquisa para a sociedade não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Em duas ou três semanas após o início da pandemia, cerca de 250 grupos de trabalho da USP iniciaram estudos ou adequaram suas pesquisas para combater a covid-19 em todas as suas frentes. A população percebeu que, para enfrentar grandes desafios, é necessário ter instituições sólidas que possam responder às demandas”, explicou o reitor Vahan Agopyan.

O dirigente ressaltou que, “quatro anos atrás, a Universidade vivenciava uma situação financeira grave e que, graças à sua autonomia, conseguiu superar a crise. Agora, apesar dos nossos esforços para combater a pandemia e atender às demandas da sociedade, estamos sendo novamente ameaçados por nossos políticos. Por isso, precisamos ficar atentos”.

A seguir, assista à íntegra da cerimônia de posse dos novos dirigentes da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Uma USP em escala menor

No período da tarde, foi a vez da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto empossar seus novos diretor e vice-diretor, Marcelo Mulato e John Campbell McNamara, respectivamente.

Em seu discurso de posse, o diretor Marcelo Mulato lembrou a importância da USP para o desenvolvimento do Estado de São Paulo. “Não bastasse todo o ensino prestado pelas universidades públicas, todas as pesquisas desenvolvidas, todos os programas de permanência estudantil, todos os atendimentos realizados em nossos hospitais, há ainda a produtividade dos profissionais que formamos, as empresas que são geradas com tecnologia e os novos empregos. Cortar verbas das universidades é acabar ainda mais com a nossa economia. A educação é o motor da capacidade produtiva”, afirmou Mulato, fazendo uma referência ao Projeto de Lei 529/2020.

O diretor também reforçou a necessidade de levar adiante o plano de reestruturação da FFCLRP, que prevê a criação de um Instituto de Ciências, Tecnologia e Inovação, de um Instituto de Ciências da Vida e da reestruturação da FFCLRP em Artes, Educação e Ciências Sociais Aplicadas. “Nossa Faculdade tem 56 anos. Temos cursos nas áreas de artes, educação, ciências sociais aplicadas, psicologia, biologia, computação, matemática, física e química. Somos uma USP em menor escala, mas essa diversidade se tornou muito grande e causa uma falta de identidade acadêmica apropriada e uma enorme dificuldade administrativa que atrapalha nosso desenvolvimento”, explicou.

O reitor Vahan Agopyan lembrou aos novos diretores que “além de todas as dificuldades, vocês têm também a tarefa de divulgar, de explicar e justificar a necessidade de uma universidade de pesquisa como a USP ter departamentos fortes nas áreas de ciências básicas”.

“A pandemia fez a sociedade perceber que a Universidade faz parte da solução do problema, mas ela ainda tem dificuldade de entender a importância das ciências básicas, que são elas o alicerce do conhecimento científico e que sem o conhecimento científico não há o desenvolvimento do País. A FFCLRP é a única instituição pública de toda a região de Ribeirão Preto que ensina e desenvolve pesquisas em ciências básicas”, explicou Agopyan.

A seguir, assista à íntegra da cerimônia de posse dos novos dirigentes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto.

Referência: Jornal da USP – Por:  Erika Yamamoto