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Guardiões da Saúde Hospital Estadual de Ribeirão Preto-SP

Porque fazer?
• O projeto surgiu a partir das necessidades identificadas pela equipe para acolher todos os pacientes internados, considerando-se primordialmente o atendimento integral, ou seja, olhar o sujeito em suas dimensões biopsicossociais.
Como era…
• Cada profissional avaliava e desenvolvia planos de ação individuais de suas especialidades e muitos usuários não recebiam o atendimento integral que a equipe poderia prestar.
Clínica Ampliada
PNH: “Trabalho clínico que visa o sujeito e a doença, a família e o contexto, tendo como objetivo produzir saúde e aumentar a autonomia do sujeito, da família e da comunidade. Utiliza como meios de trabalho: a integração da equipe multiprofissional, a adscrição de clientela e construção de vínculo, a elaboração de projeto terapêutico conforme a vulnerabilidade de cada caso e ampliação dos recursos de intervenção sobre o processo saúde-doença”.
Projeto Terapêutico Singular
PNH: “…um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas, para um sujeito individual ou coletivo, resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar, com apoio matricial se necessário. Geralmente é dedicado a situações mais complexas. É uma variação da discussão de caso clínico…  uma reunião de toda a equipe em que todas as opiniões são importantes para ajudar a entender o Sujeito com alguma demanda de cuidado em saúde e, consequentemente, para definição de propostas de ações…” (Cartilha Clínica Ampliada, Equipe de Referência e Projeto Terapêutico Singular- MS, 2007)
Equipe de Referencia
PNH: “…contribui para tentar resolver ou minimizar a falta de definição de responsabilidades, de vínculo terapêutico e de integralidade na atenção à saúde, oferecendo um tratamento digno, respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo” (MS, 2004).
Objetivos
• Acolher e prestar atendimento digno e integral (biopsicossocial, econômico, cultural, religioso) a todos os usuários internados;
• Favorecer um atendimento de qualidade, contribuindo à sua promoção e recuperação de saúde durante a internação;
• Melhorar a comunicação e relação entre a equipe de saúde e equipe de saúde e usuário;
• Construir uma rede assistencial necessária, articulando os recursos existentes na comunidade para continuidade de atendimento;
• Garantir dinâmica de desospitalização do usuário com responsabilidade, garantindo que receba seus cuidados e tratamento na rede de saúde;
• Viabilizar e disponibilizar a liberação de leitos, otimizando as altas (consequentemente);
• Conquistar reconhecimento (referencial) local e nacional no atendimento prestado a todos os usuários.
Materiais
• 50 leitos em clínica médica;
• Composição da equipe: assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais e farmacêuticos;
• Aplicação de entrevista semi-estruturada (Avaliação Multiprofissional);
• Prontuário Eletrônico.
Métodos
– Acolher e avaliar o usuário após sua chegada para a internação, no leito. Aplicar entrevista de acordo com o questionário de Avaliação Multiprofissional. Se a internação ocorrer em período noturno, o acolhimento deve ser feito no dia seguinte;
– Evoluir em prontuário eletrônico, após o acolhimento, os principais dados, características e história social do usuário, para que sirvam de base a um Projeto Terapêutico Singular durante internação, bem como propiciar à equipe geral informações sobre sua história de vida e de saúde;
– Discutir o caso clínico de cada um com a equipe geral para realizar as providências necessárias, encaminhando, se for o caso, à equipe multiprofissional (apoiadores) para atendimento individualizado nas áreas de Psicologia, Serviço Social, Fisioterapia, Nutrição, Terapia Ocupacional, Farmácia , Fonoaudiologia, Enfermagem, Médico, Comissão de Controle de Tabagismo;
– Acompanhar o usuário durante internação, enquanto seu guardião e referência, construindo, assim, o vínculo terapêutico, definindo as responsabilidades e contribuindo para a sua reabilitação e recuperação;
– Solicitar e estimular o acompanhamento familiar durante internação de cada usuário, para que os mesmos se integrem e participem do processo de hospitalização e tratamento de saúde;
– Acompanhar a programação de alta hospitalar com a equipe para que os encaminhamentos aos recursos da rede assistencial (seja de saúde, assistência social, farmacêuticas, dentre outros) sejam realizados previamente, garantindo sua continuidade no atendimento;
– Desfazer o vínculo terapêutico e institucional na alta hospitalar.
Considerações
 • Os dados coletados são registrados em prontuário eletrônico (único);
• Após a avaliação e acolhimento o profissional realiza visitas periódicas ao usuário para acompanhar a internação e atendimentos de novas demandas que possam surgir;
• O usuário, ao conhecer seu profissional de referência, é orientado a procurá-lo sempre que necessário.
Para a Humanização, o acolhimento permite estabelecermos um atendimento digno e humanizado, com escuta qualificada e constituição de vínculos entre profissionais de saúde e usuários. A Política Nacional de Humanização veio para operar no conjunto das relações entre profissionais e usuários, entre diferentes profissionais, entre as diversas unidades de saúde e entre as instâncias que constituem o SUS. A nossa tarefa consiste na promoção da saúde e na produção de sujeitos. Cabe, portanto, transformarmos essa realidade para viabilizar uma saúde digna a todos, com profissionais comprometidos, éticos, que trabalhem em defesa da saúde e da vida dos sujeitos, sendo dever garantir o acesso à saúde – um direito constitucional.