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Livro traz transformações sociais na enfermagem ao longo do tempo

Em ”Ser Enfermeira”, a autora Emília Luigia Saporiti Angerami ainda traz as fragilidades do sistema de saúde brasileiro.

A história da enfermagem no século passado e as possibilidades da profissão na atualidade num contexto de empoderamento feminino fazem parte da trajetória de criação e consolidação da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP e são o tema central da nova obra da professora Emília Luigia Saporiti: Ser Enfermeira: no tempo e no espaço da profissão (editora CRV, 184 páginas, 2019, R$ 53,00).

Capa do livro Ser Enfermeira –
Foto: Reprodução

No livro, a professora aposentada da EERP e enfermeira narra sua trajetória e a importância da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP na formação de inúmeros profissionais. “As transformações ocorridas na profissão atingiram a enfermagem como um todo.” Para a autora, são muitas as modificações que a escola proporcionou aos egressos em seus 66 anos de existência.

Por ter vivido o pós-guerra na Europa e as revoluções no Brasil, a autora revela também as fragilidades existentes no sistema de saúde brasileiro e a dificuldade enfrentada pela população vulnerável, fatores que destacam ainda mais a importância da EERP na formação de profissionais qualificados e dedicados à dimensão do cuidar.

No prefácio, as enfermeiras e professoras da USP Magali Roseira Boemer e Semiramis Melani de Melo Rocha exaltam a trajetória de prática e ensino da professora Emília, que viveu “tantas transformações sociais, científicas e culturais, sem se desvincular às tradições e heranças que mantêm os princípios éticos do cuidar.”

 

Referência: Jornal da USP – Por: Joice Soares – Foto de capa: Divulgação