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Nas mulheres, 30% dos casos de câncer ocorrem na mama

Prevenção à doença ganha reforço com vídeos no YouTube, lançados pelo curso de Medicina da USP em Bauru, com orientações e dicas de prevenção apresentados pela professora e oncologista Mariane Nadai, que também é médica assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

Os esforços de conscientização da população, principalmente da mulher, sobre a prevenção ao câncer de mama precisam continuar. Em que pesem as campanhas lançadas todos os anos no mês de outubro, no chamado Outubro Rosa, consagrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como mês de concentrar esforços na doença, chamar a atenção da opinião pública para o problema ainda é fundamental.

Pela gravidade da questão, o curso de Medicina da USP em Bauru aderiu ao Outubro Rosa e está lançando uma série de vídeos com informações e dicas da especialista em Oncologia Mariane Nunes de Nadai, que é professora do curso de Medicina da USP em Bauru e médica assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) da USP. E motivos não faltam para esse esforço, já que o câncer de mama é o mais recorrente entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este ano, 30% dos registros de câncer feminino no Brasil ocorreram na mama e 16% das mulheres que morreram de câncer tiveram como causa o câncer de mama.

Incertezas sobre as causas desses tumores podem até explicar esses os números de casos, mas um outro dado chama a atenção para o fator preventivo: o Brasil sofre com baixa cobertura de mamografia. Informações da Sociedade Brasileira de Mastologia mostram que eram esperadas para 2017 a realização de 11,5 milhões de mamografias, quando foram feitas apenas 2,7 milhões. A cobertura foi de 24,1%, bem abaixo dos 70% recomendados pela OMS.

É neste cenário que a USP em Bauru lança a série de vídeos curtos com orientações básicas para as mulheres se cuidarem. Nela, a oncologista Mariane esclarece a população sobre os principais pontos da doença, entre eles, a importância da mamografia.“O Inca e a OMS recomendam o rastreio do câncer de mama com a mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos de idade. Mas o rastreio pode começar aos 35 anos de idade, se essa mulher tem histórico familiar ou algum antecedente importante que aumente os riscos para o câncer de mama”, diz a oncologista.

A professora destaca ainda fatores de risco como álcool e tabagismo. “Se a gente evita o tabagismo e o uso excessivo de álcool, a gente reduz o risco de câncer de mama”, garante, lembrando que as mulheres que amamentam também conseguem reduzir o risco de contrair a doença.

Todas as informações e dicas recomendadas pela professora Mariane estão à disposição do público na série de vídeos que a TV USP de Bauru gravou dentro do programa De bem com a saúde, disponível no canal da TV no YouTube.

Referência: Jornal da USP – Por: Ferraz Jr. –