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Olhos reconhecem a luz por causa do trabalho dos cones e bastonetes

Em contato com outras células, podem reconhecer formas, cores e movimentos.

Na edição da coluna Fique de Olho, o professor Eduardo Rocha fala sobre células que formam os tecidos dos olhos, como os cones e bastonetes, chamadas de fotorreceptoras, pois são responsáveis por fazerem o reconhecimento da presença e da ausência de luz. Segundo o professor, são cerca de 4,5 milhões de cones e aproximadamente 90 milhões de bastonetes, estes distribuídos na retina e na parte sensorial do olho.

Além disso, cones e bastonetes possuem a capacidade de reconhecer formas, cores e movimentos, a partir do contato com outras células. Isso acontece devido aos fotopigmentos próximos à membrana, derivados da vitamina A, que são sensíveis ao estímulo da luz, e modificam a sua forma, além de estimularem na membrana a “abertura de canais iônicos, tornando essas células eletrificadas”. Rocha comenta também que alguns fotorreceptores são mais sensíveis à luz verde, azul e vermelha, o que faz com que percebam diferenças entre as cores.

Para este trabalho exaustivo, chamado de foto transmissão, é preciso “muita energia, e requer que essas células façam um autorreparo diariamente”, já que não são substituídas ao longo do tempo, além de perda natural com o passar dos anos de vida. “O reparo é sustentado pelas células pigmentadas, que estão próximas aos cones e bastonetes”, informa Rocha.

O professor ainda comenta que substituir cones e bastonetes, devido a perdas relacionadas a traumas ou a doenças genéticas que os tornam frágeis, é um desafio para a ciência. Evitar exposição excessiva “à luz, eclipses, excesso de luz ultravioleta” e ter uma alimentação saudável, que “permita prover proteínas e principalmente vitamina A”, são recomendações do especialista para o cuidado e proteção dessas células fotorreceptoras.

Ouça no link abaixo a íntegra da coluna Fique de Olho.

Referência: Jornal da USP