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Pesquisadores apresentam resultados de 40 anos de pesquisas sobre a saúde do brasileiro

Evento comemorativo em Ribeirão Preto vai reunir pesquisadores de diversas regiões do país que estudam coortes

Dias 16 e 17 de maio, em comemoração aos 40 anos da primeira Coorte de nascimento de Ribeirão Preto de 1978 e 1979, a mais antiga em andamento no Brasil, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP promove o Encontro Científico “A criança é o pai do homem – 40 anos da primeira coorte de nascimento brasileira”.

Nesse estudo, os pesquisadores acompanharam durante 40 anos um grupo de nascidos entre 1978 e 1979 e observaram, ao longo do tempo,  fatores determinantes e as consequências a longo prazo do baixo peso ao nascer, assim como o nascimento prematuro e a restrição do crescimento intrauterino. Também relacionou, por exemplo, o aumento de parto cesariana com as condições socioeconômicas, escolaridade, relacionamento familiar e saúde psicoemocional com abuso de álcool e drogas e gravidez na adolescência. Essa coorte também deu origem a outros estudos nas cidades de São Luís, no Maranhão, e em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

O trabalho idealizado e colocado em prática pela equipe do Departamento de Puericultura e Pediatria da FMRP, com a participação de pesquisadores de outros estados e também do exterior, é coordenado pelo professor Marco Antonio Barbieri.  Os resultados foram publicados em mais de 60 artigos em revistas científicas, entre eles está o número de óbitos no primeiro ano de vida entre os nascidos vivos no período (1978/1979) que era de 35 óbitos por mil e passou a 16 por mil em 1994.

Programa

O evento contará com a participação de pesquisadores e coordenadores dos estudos e representantes de agências financiadoras. O tema central será as contribuições científicas dessa e das demais coortes de nascimento brasileiras, mas estão na pauta também, os desafios metodológicos, incentivos e perspectivas futuras desse tipo de estudo.

Na quinta-feira, 16 de maio, às 10 horas, na mesa-redonda Breve história e principais contribuições das coortes de nascimento brasileiras, serão apresentadas: Coorte Ribeirão Preto 1994 e São Luís 1997/98, com Maria Teresa Alves, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Coorte BRISA 2010 Ribeirão Preto e São Luís, com Vanda Simões da UFMA, e Coortes de Pelotas, com Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

No período da tarde, tem a palestra Importância dos estudos de coorte na epidemiologia do ciclo vital, com Fernando Celso de Barros da UFPel. E a mesa-redonda Financiamento de estudos de coortes de nascimento – desafios e perspectivas, moderada por Bernardo Horta (UFPel) e participação de Marco Antonio Zago da FMRP e atual presidente da Fapesp; Camile Sachetti, diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) do Ministério da Saúde (MS); Guilherme Ribeiro, coordenador do Programa de Pesquisa em Saúde (COSAU) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e Ricardo Cavalli, diretor executivo da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa).

Na sexta-feira, 17 de maio, às 8h30, tem a palestra Origens desenvolvimentistas da saúde e da doença,com Alexandre Ferraro da Faculdade de Medicina da USP, São Paulo. Em seguida, a mesa-redondaDesafios metodológicos da análise de dados de coortes de nascimento, moderado por Maria da Conceição Saraiva da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, com apresentações sobre Erro de mensuração de variáveis-validação de instrumentos, com Michael Reichenheim da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e Causalidade, Antônio Augusto da Silva da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Para encerrar a  palestra O futuro dos estudos de coortes de nascimento com Marcelo Goldani da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Antônio Barros Filho da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

O evento será no Centro de Convenções de Ribeirão Preto, na Rua Bernardino de Campos, 999. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui e a programação completa aqui.

Referência: Portal de Informações da USP Ribeirão Preto – Por: Luciano Filho