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Procedimento inovador para tratar AVC agudo pode ser incorporado ao SUS

Octávio Pontes Neto afirma que os resultados do estudo brasileiro, publicado na revista “New England Journal of Medicine”, comprovam a eficácia e o custo do procedimento pelo SUS, com influência positiva para a incorporação da técnica ao sistema.

Na edição da coluna Minuto do Cérebro, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre a trombectomia mecânica, procedimento inovador para tratamento de fase aguda do Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Pontes Neto informa que essa técnica ainda não foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas que o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP já realiza este tratamento há vários anos, com recursos próprios, e conta a novidade: nesta semana, a equipe da Neurorradiologia Intervencionista e da Neurologia Vascular do HCFMRP publicou os resultados do tratamento com trombectomia mecânica em 645 pacientes com AVC isquêmico agudo, “a maior casuística do procedimento na América Latina”.

Os dados publicados na International Journal of Stroke mostram redução de incapacidade funcional nos pacientes que receberam a trombectomia mecânica, boas taxas de recanalização, sendo próximas de estudos internacionais, além de grande segurança. O professor afirma que essas informações, associadas aos resultados do estudo brasileiro Resilientpublicado na revista New England Journal of Medicine, comprovam a eficácia e o custo da efetividade do procedimento pelo SUS, com influência positiva para a incorporação da técnica ao sistema.

“A gente espera que, em breve, o Ministério da Saúde se posicione sobre essa incorporação e, com isso, mais centros do País vão poder oferecer esse tratamento inovador para os pacientes com acidente vascular cerebral mais grave”, diz Pontes Neto.

Ouça no link abaixo a íntegra da coluna Minuto do Cérebro.

Referência: Jornal da USP