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Projeto “UE se Importa com Você”

Em tempos difíceis, todos os gestos fazem a diferença. E agora, mais do que nunca, estamos trabalhando juntos para enfrentar os desafios. Pensando nisso, a Unidade de Emergência implantou o projeto UE se Importa com Você, que lança um olhar diferenciado voltado para os protagonistas da Unidade, pessoas que estão na linha de frente do combate à Covid 19.

“O projeto foi criado, a partir da parceria do Serviço de Terapia Ocupacional e Psicologia, com o apoio da coordenação do Hospital, a fim de ofertar um cuidado e orientações de autocuidado a todos os funcionários a Unidade de Emergência”, explica a terapeuta ocupacional Raquel Verceze, uma das coordenadoras do projeto.

A psicóloga Ana Ficher e a Terapeuta ocupacional Raquel Verceze são as coordenadoras do Projeto UE se Importa com Você

Os recados no WhatsApp, cartazes em murais e mensagens de apoio, motivação, valorização e esperança diante da pandemia buscam estimular a participação de todos para que se reconheçam como protagonistas, como heróis reais que protegem as pessoas sem ajuda de superpoderes, usando o poder da ciência, da empatia e da dedicação.

A psicóloga Ana Ficher que também é coordenadora do projeto, explica que “ao se reconhecer como autor principal, o profissional compreende a importância de sua ação para a qualidade no cuidado. Enquanto protagonista, ele lembra que continua sendo uma pessoa, com sentimentos e emoções, que precisa se cuidar e ser cuidado.

O Projeto UE se Importa com Você e conta com o apoio da chefe do expediente da coordenadoria administrativa Margareth Makie Higashizima

Foco no cuidado – Ana explica que “é importante compreender que todos nós podemos ter fragilidades, assumindo isso é possível buscar ajuda e se fortalecer”.  E para proporcionar esse cuidado, o projeto disponibiliza atendimentos psicológicos individuais.

“Essas ações legitimam os sentimentos que podem surgir em momentos críticos da atuação; como a tristeza, o luto, o medo e vários outros, explica Raquel. Além disso, “este espaço é importante para mostrar aos funcionários que há uma preocupação com eles e que estão sendo vistos pela Instituição”, completa.

Para solicitar orientação e ajuda, o funcionário pode entrar em contato diretamente com a Ana Ficher da Psicologia e Raquel Verceze da Terapia Ocupacional ou utilizar o e-mail ueseimportacomvoce@hcrp.usp.br. É importante reforçar que as mensagens do e-mail são sigilosas e restritas ao projeto, ficando sob responsabilidade da psicóloga e terapeuta ocupacional do projeto.

Talentos que vão além cuidar – Nem só de cuidar e salvar vidas vivem os profissionais de saúde da Unidade de Emergência. Eles também cantam, tocam, recitam, pintam. São profissionais que enxergam na arte uma ferramenta para a expressão o que a torna terapêutica. 

O projeto UE se importa com você busca aproximar esses dois universos. “A proposta de apresentar a arte de cada um surgiu dos próprios funcionários, o que foi incentivado pelo projeto e aproveitado como ferramenta para que nós mesmos nos cuidemos uns aos outros, estimulando o autocuidado de cada um”, conta Raquel.

“O projeto me possibilitou resgatar uma parte saudável em mim, que estava adormecida, devido à correria, a tensão e mudança brusca de vida”, explica a psicóloga Maria Laura Martins. Ela foi uma das artistas do vídeo onde ela toca Tocando em Frente, de Almir Sater.  Para ela, “poder compartilhar esse momento com uma amiga do mesmo trabalho me permitiu vivenciar um novo encontro que talvez em outros tempos não teria sido possível, com tanta intensidade e sentido”, conta.

Semanalmente, os funcionários recebem materiais artísticos dos talentosos profissionais como Maria Laura e Bruna. São vídeos, fotos, apresentações musicais que toda sexta feira chega para aquecer o coração e reacender as esperanças de dias melhores. “Com a certeza de que ainda há uma nota a ser tocada ou uma palavra de conforto e esperança a ser cantada nesse (re)arranjo que é a vida”, finaliza Maria Laura.

“Fiz um vídeo com a Maria em um momento em que sentia medo e percebia as pessoas a minha volta com medo também. A escolha da música e a letra foi uma forma de enfrentar a situação. Saber que as pessoas escutaram e gostaram me fez sentir que é possível ajudar uns aos outros nesse momento com atitudes simples” Bruna Meghelli, psicóloga da UE.

Referência: Assessoria de Comunicação HCFMRP-USP – Por: Patrícia Cainelli – Validação: Ana Ficher/Raquel Verceze