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Unidade de Emergência implanta classificação de risco na Sala de Urgência Adulto

Para organizar o atendimento dos pacientes com base na gravidade apresentada no momento da chegada ao Hospital, a Unidade de Emergência implantou em fevereiro um sistema de classificação de risco utilizando parâmetros do Protocolo de MEWS (Score de Alerta Precoce Modificado). A classificação, totalmente informatizada, está sendo realizada pelos 23 enfermeiros da Sala de Urgência, que passaram por treinamento para utilização dos protocolos pré-estabelecidos. 

O Protocolo tem como objetivo priorizar o atendimento do paciente conforme seu risco clínico, criando uma padronização de tempos para o primeiro atendimento. Os cinco níveis de prioridade são em ordem decrescente: não urgência/ pouca urgência/ urgência/ muita urgência / e emergência. 

Na consulta de enfermagem, realizada no momento da chegada do paciente à Sala de Urgência, a classificação é realizada de forma automática pelo sistema, baseada em parâmetros de sinais vitais (PA sistólica, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura e nível consciência) utilizados pelo Protocolo de MEWS. Após a classificação, os pacientes são identificados com pulseiras coloridas que criam de forma visual uma informação para as equipes da situação de cada um para a organização do atendimento. 

A informação além de estar na pulseira do paciente é enviada ao BIP do médico assistente e residente e também está visível no “Kanban de Gestão De Fluxos Assistenciais” desenvolvido na Unidade de Emergência sob Coordenação do DAS-UE. 

Integração inédita – A definição das prioridades de atendimento  foi elaborada utilizando os parâmetros do Protocolo de MEWS, que já está implantado nas enfermarias da Unidade de Emergência.

A partir destas prioridades, utilizam-se as cores do Protocolo de Manchester para definir a criticidade do paciente. Existem poucos serviços que implantaram o Protocolo de MEWS em sua sala de emergência e a Unidade de Emergência é o primeiro hospital que utiliza parâmetros validados para deterioração precoce dos pacientes na classificação de risco. Pretende-se, ao longo do tempo, fazer o acompanhamento do desfecho dos casos, para validar os parâmetros utilizados inicialmente. 

Segurança – A Unidade de Emergência está implantando a Classificação de Risco em sua Sala de Urgência, mesmo recebendo pacientes referenciados pela Regulação Médica, que já realiza uma classificação de risco durante o processo de regulação, por ser um hospital de complexidade terciária, recebendo pacientes complexos e graves, que podem modificar seu estado clínico em poucas horas ou minutos.  

Na implantação da Classificação de Risco, foi possível haver ganhos secundários como a avaliação imediata da enfermagem nos pacientes, o que nem sempre acontecia. A criação do  “Formulário de Atendimento de Enfermagem” amplia a segurança do paciente, ao se fazer de forma imediata a identificação de outras doenças e a identificação imediata de qualquer tipo de alergia que o paciente possa apresentar. Estas informações serão emitidas no sistema, gerando alertas que ficarão permanentemente no prontuário eletrônico, sendo visualizadas por todos que acessarem o sistema HC, inclusive alertando a equipe médica durante a execução da prescrição do medicamento.

Referência: Assessoria de Comunicação HCFMRP-USP